terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Catástrofe no Haiti

"É uma catástrofe! Todos os hospitais e morgues estão lotados", disse esta noite Préval, que nas suas primeiras declarações, ao início do dia, estimou que tivessem morrido "milhares de pessoas", qualificando como "inimaginável" o cenário em Port-au-Prince. “Há muitas escolas com pessoas mortas debaixo dos escombros”, disse o Presidente ao início do dia.
O receio de Préval foi depois repetido pelo primeiro-ministro, em declarações à CNN, estimando a morte de pelo menos 100 mil pessoas.
As infra-estruturas de transportes, comunicações, água, electricidade e hospitalares ficaram destruídas. Há um só hospital a funcionar em pleno. Um terço da população do país precisa de ajuda, segundo a Cruz Vermelha.
Segundo os repórteres da France Presse, corpos de vítimas mortais amontoam-se junto aos destroços das casas de Port-au-Prince, devastada ontem por um sismo que destruiu milhares de casas particulares e edifícios públicos, entre os quais o palácio presidencial. Os sobreviventes usam tudo o que podem para retirar pessoas que ficaram presas pelos destroços. Os mortos estão a ser empilhados nas ruas e cobertos com lençóis.
Os detentores dos dois principais cargos do Estado – Presidente e primeiro-ministro – sobreviveram, mas há outras figuras de revelo na sociedade haitiana que não escaparam, como o Arcebispo de Port-au-Prince, Joseph Serge Miot, principal figura da Igreja Católica no Haiti. O corpo de Joseph Serge Miot foi encontrado por outros missionários, diz a BBC, citando a AP.

Catarina Espincho 10ºD

O maior lago artificial da Europa


Dos arredores de Elvas até aos de Portel estende-se a albufeira de Alqueva, a maior da União Europeia e que veio abrir novas perspectivas ao turismo regional. As obras de Alqueva prolongaram-se durante mais de duas décadas, dada a dimensão deste projecto e os impactos que, inevitavelmente, teria. Contudo, a partir de 2002 entrou-se numa fase irreversível, com o início do enchimento da barragem.

Actualmente, o Alqueva constitui o maior lago artificial da Europa, estendendo-se ao longo de 80 km do curso do Guadiana, entre o paredão (situado a leste de Portel) e a Ponte da Ajuda, a sul de Elvas. São 250 km2 de espelho de água que modificaram fortemente esta zona do Alentejo. Foram submersos dezenas de moinhos tradicionais e açudes, para além do castelo romano da Lousa. A aldeia da Luz, na margem esquerda, teve de ser reconstruída a uma cota superior, tendo sido criado um museu evocativo da antiga povoação.

Este gigantesco lago vai valorizar a situação de uma série de povoações que, agora, passaram a ter uma frente ribeirinha. Embora a finalidade primordial desta água seja a rega e o abastecimento público, há uma vertente de turismo náutico que está a ser desenvolvida, existindo já embarcações a fazer cruzeiros no Grande Lago. Por outro lado, perspectiva-se algum desenvolvimento da hotelaria e da restauração, para além do turismo de natureza, dada a quantidade de trilhos ribeirinhos que se torna possível percorrer, sempre com vista para o, agora cheio, vale do Guadiana.

A zona envolvente desta albufeira inclui vestígios históricos de primeira grandeza, como sejam a Anta do Olival da Pega, o Menir da Rocha dos Namorados, a fortaleza seiscentista de Juromenha, os castelos medievais do Alandroal, Terena, Monsaraz e Mourão e a Torre do Esporão. Uma palavra especial para o burgo amuralhado de Monsaraz, erguido no alto de uma colina e que chegou aos nossos dias num grau de conservação e com uma autenticidade que espantam o visitante. Em todas estas fortificações, se a vista já era boa, agora com o vasto espelho de água de Alqueva à frente, as perspectivas tornam-se verdadeiramente deslumbrantes.
Andreia Moreira 10ºD

Sismo Haiti


O sismo do Haiti de 2010 foi um terremoto catastrófico que teve seu epicentro a cerca de 25 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe, e foi registrado às 16h 53min 10s do horário local (21h 53min 10s UTC), na terça-feira, 12 de janeiro de 2010.
O abalo alcançou a magnitude 7,0 Mw e ocorreu a uma profundidade de 13 km.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou uma série de pelo menos 33 réplicas sismológicas, 14 das quais eram de de magnitude 5,0Mw a 5,9Mw.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de três milhões de pessoas foram afetadas pelo sismo; o Ministro do Interior Haitiano Paul Antoine Bien-Aimé, atecipou em 15 de janeiro que o desastre teria tido como consequência a morte de 100 000 a 200 000 pessoas.
O terremoto causou grandes danos a Port-au-Prince, Jacmel e outros locais da região.
Milhares de edificações, incluindo os elementos mais significativos do património de Porto Príncipe - o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento, a Catedral de Notre-Dame de Port-au-Prince -, a principal prisão do país, e todos os hospitais, foram destruídas ou gravemente danificadas.
Muitos países responderam aos apelos pela ajuda humanitária, prometendo fundos, expedições de resgate, equipas médicas e engenheiros.
Sistemas de comunicação, transportes aéreos, terrestres e aquáticos, hospitais, e redes elétricas foram danificados pelo sismo, o que dificultou a ajuda nos resgates e de suporte; confusões sobre o comando das operações, o congestionamento do tráfego aéreo, e problemas com a priorização de voos dificultou ainda mais os trabalhos de socorro. Necrotérios de Port-au-Prince foram rapidamente esmagados; o governo haitiano anunciou em 21 de janeiro que cerca de 80 000 corpos foram enterrados em valas comuns.
Com a diminuição dos resgates, as assistências médicas e sanitárias tornaram-se prioritárias. Os atrasos na distribuição de ajuda levaram a apelos raivosos de trabalhadores humanitários e sobreviventes, e alguns furtos e violências acidentais foram especulados.

Juliana 11ºD

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Rejuvenescimento de Vila de Rei

Segundo o Jornal de Notícias, cinco meses depois de chegar a Vila de Rei, uma das famílias brasileiras que para ali foram residir ao abrigo de um projecto de repovoamento, regressou ao Brasil. A situação surpreendeu a presidente da Câmara, Irene Barata, a quem o casal não deu, sequer, conta da sua intenção. Segundo a reportagem do matutino nortenho, os habitantes da vila que conviveram de perto com uma das famílias de brasileiros em « fuga» garantem que o regresso se deveu ao facto de eles se sentirem fraudados nas expectativas que lhes haviam sido criadas. Prometeram-lhes boas condições, mas eles queixavam-se de trabalhar muito e ganhar pouco. Não devem ter aguentado, considerou uma comerciante de Vila de Rei, assegurando que outras das quatro famílias brasileiras que ali chegaram se queixam do mesmo.
Irene Barata, presidente da Câmara, assegura que os imigrantes sabiam exactamente em que condições vinham. A autarca adianta que assinaram um contrato, onde estava claro que receberiam o ordenado mínimo. Vieram com contratos para trabalhar na restauração podendo, se encontrassem melhores condições, mudar de ramo. O que acabou por acontecer. A edil contou ainda que a Câmara assegurou um alojamento gratuito, do qual poderiam usufruir o tempo que fosse preciso, evitando, assim, pagar renda.
Uma brasileira afirmou ao JN que a casa era comunitária, viviam ali todos juntos, na primeira oportunidade, cada um procurou o seu espaço. Isto, porque a maioria dos brasileiros já se mudaram da freguesia de S. João do Peso e mudaram-se para a sede do concelho.
Outro dos casais brasileiros, deixou a casa que tinha alugado em Vila de Rei e mudou-se para o concelho vizinho da Sertã, onde a mulher exerce aquela que era, já, a sua profissão no Brasil, a de cabeleireira. De acordo com alguns dos vizinhos, com a deslocação, os dois procuraram melhorar as condições que tinha .

Os habitantes do centro de Vila de Rei não consideram anormal esta movimentação dos brasileiros, nem as suas queixas, considerando que lhes foram criadas falsas expectativas . Quando, do alarido feito pela comunicação social das vantagens da vinda deste imigrantes brasileiros, em Maio último, no blogue « Estado Novo” podíamos ler o seguinte:

“Só gostaria de saber quantos destes brasileiros daqui a uns anos (provavelmente meses…) ainda estão em Vila de Rei. Quantos é que se “piraram”, já com a legalização nas mãos, para as zonas metropolitanas ou, e ainda, para países da União Europeia.
Será que os canais televisivos vão fazer uma reportagem sobre isso?!
Duvido… Claro que era mais do que evidente esta situação. Uma coisa é a manipulação política e outra é a realidade.

Inês Filipa de Sousa Silva
10ºD

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009